TJ SP: veja o que muda nas provas para Escrevente e Oficial de Justiça
Com provas marcadas para o mesmo dia, os concursos do Tribunal de Justiça de São Paulo exigem atenção às questões discursivas, à distribuição das disciplinas e às diferenças na preparação para cada cargo.

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Os candidatos aos concursos do Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJ SP) têm um novo desafio pela frente: organizar a preparação para as provas de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça, previstas para 14 de março de 2027. Embora as duas seleções sejam organizadas pela Fundação Vunesp e apresentem uma estrutura semelhante de avaliação, as diferenças entre os conteúdos e as provas discursivas podem influenciar diretamente a estratégia de estudos dos participantes.
A publicação dos editais de 2026 também chama a atenção para a remuneração das carreiras, os benefícios oferecidos aos servidores e as possibilidades de organização de um cronograma de preparação até a data das avaliações.
O concurso de Escrevente é destinado a candidatos com nível médio completo e contempla formação de cadastro de reserva para circunscrições judiciárias do interior e do litoral paulista. Já o concurso para Oficial de Justiça exige nível superior em qualquer área e oferece 132 vagas imediatas, além de cadastro de reserva.
A proximidade entre os conteúdos programáticos pode favorecer quem já possui uma base de estudos em disciplinas jurídicas. Entretanto, a aplicação simultânea das provas exige que os candidatos definam previamente qual carreira pretendem disputar.
Provas do TJ SP acontecem no mesmo dia: candidatos precisam escolher o cargo
Um dos principais pontos dos editais é a aplicação simultânea das provas de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça.
De acordo com o cronograma oficial, as avaliações estão previstas para o dia 14 de março de 2027, no período da tarde. Ambas terão cinco horas de duração e serão compostas por uma prova objetiva de 70 questões e uma avaliação discursiva.
Isso significa que, mantido o cronograma, os interessados que preencherem os requisitos dos dois cargos não conseguirão realizar ambas as avaliações.
O candidato deverá considerar suas condições de escolaridade, a familiaridade com as disciplinas jurídicas e o interesse pelas atribuições de cada carreira antes de efetuar a escolha.
Enquanto o Escrevente exerce atividades relacionadas ao processamento de documentos, atendimento e suporte às unidades judiciais, o Oficial de Justiça atua no cumprimento de determinações judiciais, incluindo diligências e atos processuais externos.
A coincidência das provas também reforça a importância de um planejamento específico, evitando dividir a preparação entre duas avaliações que serão realizadas no mesmo horário.
Concurso TJ SP: cerca de 20 semanas de preparação podem fazer diferença
Considerando o período entre a publicação dos editais, em outubro de 2026, e a realização das provas, em março de 2027, os candidatos contam com aproximadamente 20 semanas para estruturar os estudos.
Esse intervalo permite elaborar um planejamento com etapas dedicadas à aprendizagem do conteúdo, à resolução de questões e às revisões. No entanto, o tempo necessário para dominar o edital varia conforme o conhecimento prévio, a disponibilidade diária e o rendimento individual.
Para quem já estuda para concursos de tribunais, o período pode representar uma oportunidade de aprofundamento e revisão dos assuntos conhecidos.
Já para candidatos que estão iniciando a preparação, a recomendação é identificar as disciplinas com maior número de questões e reservar momentos específicos para os conteúdos em que apresentam mais dificuldades.
Uma possibilidade é dividir o calendário em dois ciclos: o primeiro destinado ao contato com todas as matérias e o segundo voltado à revisão, à prática de questões e à realização de simulados.
Esse modelo deve ser adaptado à realidade de cada candidato. Completar duas revisões de todo o edital pode ser uma meta de organização, mas não deve ser interpretado como uma expectativa universal de desempenho.
Oficial de Justiça TJ SP terá prova discursiva com duas questões
A prova discursiva é um dos pontos que merece maior atenção no concurso de Oficial de Justiça.
Conforme o edital nº 01/2026, essa avaliação terá duas questões relacionadas aos conhecimentos específicos previstos no conteúdo programático.
A proposta é verificar não apenas o domínio dos assuntos jurídicos, mas também a capacidade do candidato de interpretar situações e apresentar respostas escritas de maneira objetiva e fundamentada.
Diferentemente de uma redação tradicional, a avaliação discursiva para Oficial de Justiça exige preparação direcionada aos temas jurídicos relacionados ao exercício da função.
Por esse motivo, os estudos não devem ficar restritos à memorização de dispositivos legais ou à resolução de questões de múltipla escolha.
O candidato também pode incluir na rotina exercícios escritos sobre Direito Processual Civil, Direito Processual Penal, Direito Constitucional, Direito Administrativo e demais conteúdos exigidos.
A prática de respostas discursivas permite desenvolver uma estrutura de apresentação das ideias, aperfeiçoar a linguagem jurídica e trabalhar a administração do tempo durante a prova.
A prova discursiva de Oficial de Justiça será apenas eliminatória
Outro aspecto relevante é o caráter eliminatório da avaliação.
Isso significa que a prova discursiva deverá ser superada conforme a pontuação e os critérios previstos no edital, mas não será utilizada para acrescentar pontos à classificação final dos candidatos.
A distinção é importante porque o desempenho na prova objetiva permanece determinante para a classificação.
Entretanto, uma boa pontuação nas questões de múltipla escolha não substitui a necessidade de aprovação na fase discursiva. O candidato deverá atender aos requisitos das duas avaliações para continuar na seleção.
Escrevente TJ SP: redação continua como etapa eliminatória
No concurso de Escrevente Técnico Judiciário, a avaliação discursiva será uma redação dissertativo-argumentativa.
O candidato deverá desenvolver um texto coerente, apresentar um posicionamento sobre o tema proposto, organizar argumentos e demonstrar domínio da norma-padrão da língua portuguesa.
A redação terá caráter eliminatório, sem participação na pontuação classificatória final.
Uma informação relevante é a exigência de 24 pontos, em uma escala de zero a 40, para aprovação na ampla concorrência. Para candidatos inscritos nas listas reservadas previstas no edital, a pontuação mínima indicada é de 19,2 pontos.
O documento também estabelece critérios de avaliação relacionados ao tema, à estrutura textual, à linguagem e à coesão.
Entre os cuidados necessários estão a interpretação adequada da proposta, a construção de argumentos consistentes e o desenvolvimento de introdução, argumentação e conclusão.
O edital prevê penalidades para textos muito curtos e nota zero em situações como fuga ao tema, redação em branco, identificação indevida do candidato e reprodução predominante de modelos prontos.
Por isso, a preparação para Escrevente deve incluir a produção periódica de redações, preferencialmente acompanhada de análise dos critérios utilizados pela banca.
Redação exige atenção à classificação na prova objetiva
Outro detalhe que merece destaque é que nem todos os candidatos habilitados na prova objetiva terão a redação avaliada.
O edital estabelece limites de correção conforme a circunscrição judiciária escolhida, considerando a classificação na etapa objetiva e as regras aplicáveis às listas reservadas.
Assim, o candidato precisa buscar um desempenho competitivo nas questões de múltipla escolha, além de atingir as notas mínimas exigidas.
A preparação para a redação deve ocorrer paralelamente aos estudos das disciplinas objetivas, evitando que essa etapa seja deixada apenas para as semanas anteriores à avaliação.
Escrevente x Oficial de Justiça: veja a comparação das disciplinas
A proximidade entre os conteúdos cobrados nos dois concursos é um dos aspectos que chama a atenção dos candidatos.
Língua Portuguesa, Direito Penal, Direito Processual Penal, Direito Processual Civil, Direito Constitucional, Direito Administrativo, legislação interna, Matemática, Raciocínio Lógico e Informática aparecem nas duas seleções.
Entretanto, a distribuição das questões não é idêntica.
A tabela abaixo apresenta o detalhamento das 70 questões conforme o quadro comparativo encaminhado para análise.
Disciplina | Escrevente | Oficial de Justiça |
|---|---|---|
Língua Portuguesa | 16 | 15 |
Direito Penal | 4 | 6 |
Direito Processual Penal | 5 | 6 |
Direito Processual Civil | 5 | 6 |
Direito Constitucional | 5 | 6 |
Direito Administrativo | 6 | 6 |
Legislação Interna | 5 | 5 |
Direito Civil | — | 5 |
Estatuto da Pessoa com Deficiência | 2 | 1 |
Atualidades | 2 | 2 |
Matemática | 4 | 3 |
Raciocínio Lógico | 7 | 4 |
Informática | 9 | 5 |
Total | 70 | 70 |
A distribuição demonstra que o concurso de Oficial de Justiça concentra uma parcela expressiva da prova nos conhecimentos jurídicos, incluindo Direito Civil, disciplina que não aparece como matéria autônoma na comparação apresentada para Escrevente.
Por outro lado, Escrevente possui maior quantidade de questões em Informática e Raciocínio Lógico, que somam 16 itens.
Essa diferença deve ser considerada na elaboração de um ciclo de estudos.
Para os candidatos a Escrevente, a preparação não pode desconsiderar os conteúdos de Informática, Raciocínio Lógico e Língua Portuguesa, que possuem participação significativa na avaliação.
No caso de Oficial de Justiça, o conjunto das disciplinas jurídicas demanda maior atenção, principalmente pela relação direta com a prova discursiva.
Concurso TJ SP reduziu a prova objetiva para 70 questões?
A quantidade de questões é outro aspecto destacado nos materiais de preparação.
Nos editais de 2026, tanto Escrevente quanto Oficial de Justiça terão provas objetivas compostas por 70 questões de múltipla escolha, com cinco alternativas cada.
Em relação à afirmação de que o concurso de Oficial de Justiça passou de 100 para 70 questões, é necessário observar qual edição anterior está sendo utilizada como referência.
O número de 70 questões está confirmado para a seleção de 2026. Já a comparação histórica com 100 questões depende da identificação do edital anterior específico.
De qualquer maneira, uma avaliação com menos questões não significa necessariamente menor dificuldade.
A concentração do conteúdo, o nível de exigência da banca e os critérios de eliminação continuam sendo elementos decisivos para o desempenho.
Além disso, a presença de uma prova discursiva demanda uma preparação que ultrapassa o treinamento de múltipla escolha.
Salários e benefícios do TJ SP: remuneração pode ir além do vencimento inicial
A remuneração é um dos atrativos das carreiras do Tribunal de Justiça de São Paulo.
Para Escrevente Técnico Judiciário, o edital informa vencimentos e vantagens de R$ 6.782,54, com referência a março de 2026.
No cargo de Oficial de Justiça, o valor informado é de R$ 9.856,95, com referência a janeiro de 2026.
Além desses valores, os editais mencionam auxílios para alimentação, saúde e transporte.
Os materiais encaminhados também apresentam informações complementares sobre benefícios pagos aos servidores do Judiciário paulista, como auxílio-creche, quinquênios e adicional de qualificação.
Entre os valores indicados nas imagens estão:
Auxílio-alimentação de R$ 95,00 por dia;
Auxílio-transporte de R$ 18,80 por dia;
Auxílio-creche de R$ 855,00 por filho, conforme condições específicas;
Auxílio-saúde com valores variáveis;
Adicional por tempo de serviço;
Adicional de qualificação vinculado à formação acadêmica.
Essas informações precisam ser compreendidas de maneira separada da remuneração inicial anunciada nos editais.
Os valores efetivamente recebidos dependem das condições de concessão, da situação funcional e das normas aplicáveis a cada benefício.
Auxílio-transporte tem valor diário de R$ 18,80
O valor de R$ 18,80 por dia, apresentado no material, consta da Portaria TJSP nº 10.823/2026, com efeitos retroativos a 1º de abril de 2026.
A título de exemplo, a multiplicação desse valor por 22 dias resulta em R$ 413,60. Esse cálculo é apenas uma simulação, e não representa necessariamente o pagamento mensal recebido por todos os servidores.
Adicional de qualificação também merece atenção
O adicional de qualificação é outro componente de interesse para quem pretende construir carreira no TJSP.
O Tribunal divulgou, ao longo de 2026, medidas e negociações relacionadas à atualização dos percentuais do benefício, incluindo formação superior, especialização, mestrado e doutorado.
A valorização da formação acadêmica pode representar um incentivo ao aperfeiçoamento profissional, especialmente para os candidatos ao cargo de Escrevente que já possuem graduação ou pretendem continuar os estudos.
Entretanto, os percentuais aplicáveis devem ser consultados na legislação e nos atos oficiais vigentes, considerando as regras de concessão e a base de cálculo do benefício.
Não é adequado somar automaticamente todos os adicionais e auxílios ao vencimento inicial como se fossem parcelas universais ou imediatamente devidas a qualquer candidato nomeado.
Concursos do TJ SP abrangem diferentes regiões de São Paulo
A abrangência territorial também distingue as duas seleções.
O concurso de Oficial de Justiça contempla a capital paulista e circunscrições vinculadas às dez Regiões Administrativas Judiciárias do estado, com 132 vagas imediatas distribuídas em localidades específicas, além de cadastro de reserva.
Já o edital de Escrevente Técnico Judiciário está direcionado às circunscrições da 2ª à 10ª Regiões Administrativas Judiciárias, abrangendo principalmente municípios do interior e do litoral.
A escolha da circunscrição pode ter consequências importantes para o candidato, já que as regras de classificação e eventual nomeação consideram a organização territorial estabelecida pelo TJSP.
Por isso, além de avaliar o conteúdo da prova, os interessados devem observar as cidades abrangidas pelo edital e as possibilidades de lotação previstas.
Como organizar a reta de preparação para a Vunesp?
Com aproximadamente cinco meses entre a publicação dos editais e as provas, a preparação deve considerar tanto a quantidade de conteúdo quanto a capacidade individual de aprendizagem.
Uma organização possível inclui o levantamento das disciplinas, a distribuição das matérias ao longo da semana, revisões periódicas, resolução de questões da Fundação Vunesp e simulados com tempo controlado.
Quem pretende disputar Escrevente deve inserir redações na rotina, além de dedicar atenção aos blocos de Língua Portuguesa e Conhecimentos em Direito, que possuem critérios mínimos de aproveitamento.
Os candidatos ao cargo de Oficial de Justiça devem equilibrar o estudo jurídico com a prática de respostas discursivas, desenvolvendo a capacidade de explicar conceitos e aplicar conhecimentos às situações propostas.
A análise de erros também pode ajudar a identificar conteúdos que precisam ser retomados, evitando revisões pouco direcionadas.
O objetivo não deve ser apenas concluir as aulas ou cumprir uma quantidade de horas, mas construir conhecimento suficiente para responder às questões com precisão e administrar adequadamente o tempo da avaliação.
Focus Concursos: preparação para Escrevente e Oficial de Justiça do TJ SP
A proximidade entre as provas torna o planejamento dos estudos ainda mais relevante para os interessados nas carreiras do Judiciário paulista.
O Focus Concursos disponibiliza recursos educacionais voltados à preparação para concursos públicos, incluindo videoaulas, materiais de apoio, questões e simulados, conforme as opções disponíveis na plataforma.
Para os candidatos ao TJ SP, o estudo orientado pelo conteúdo programático, associado à prática de questões da Vunesp e ao treinamento das avaliações discursivas, pode contribuir para uma preparação mais organizada.
O momento exige uma escolha consciente do cargo, atenção aos critérios de eliminação e constância na rotina de estudos.
As inscrições para os dois concursos estão previstas de 28 de outubro a 10 de dezembro de 2026, pelo site da Fundação Vunesp.
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Perguntas frequentes
Quando serão realizadas as provas dos concursos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do TJ SP?
As provas objetivas e discursivas para os concursos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ SP) estão previstas para o dia 14 de março de 2027, no período da tarde. Ambas terão cinco horas de duração.
Quantas vagas são oferecidas nos concursos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do TJ SP?
Para o cargo de Oficial de Justiça, o concurso oferece 132 vagas imediatas, além de formação de cadastro de reserva. Já para o cargo de Escrevente Técnico Judiciário, o concurso contempla formação de cadastro de reserva para circunscrições judiciárias do interior e do litoral paulista.
Quais são os requisitos de escolaridade para os cargos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do TJ SP?
- Para o cargo de Escrevente Técnico Judiciário, é exigido nível médio completo.
- Para o cargo de Oficial de Justiça, é exigido nível superior em qualquer área.
Qual a remuneração inicial para os cargos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do TJ SP e quais benefícios podem ser adicionados?
A remuneração inicial informada nos editais é:
- Para Escrevente Técnico Judiciário: R$ 6.782,54 (referência março de 2026).
- Para Oficial de Justiça: R$ 9.856,95 (referência janeiro de 2026).
Além desses valores, os servidores podem ter acesso a auxílios como alimentação (R$ 95,00 por dia), transporte (R$ 18,80 por dia), creche (R$ 855,00 por filho), saúde, adicional por tempo de serviço e adicional de qualificação.
Qual a banca organizadora dos concursos de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do TJ SP?
Ambas as seleções, tanto para Escrevente Técnico Judiciário quanto para Oficial de Justiça do TJ SP, são organizadas pela Fundação Vunesp.
Quais são as diferenças entre as provas de Escrevente Técnico Judiciário e Oficial de Justiça do TJ SP, e o que significa a aplicação simultânea?
As provas de Escrevente e Oficial de Justiça do TJ SP serão aplicadas no mesmo dia (14 de março de 2027), exigindo que o candidato escolha qual carreira disputar. As principais diferenças incluem:
- Escolaridade: Nível médio para Escrevente, nível superior para Oficial de Justiça.
- Provas discursivas: Para Escrevente, é uma redação dissertativo-argumentativa. Para Oficial de Justiça, são duas questões relacionadas a conhecimentos específicos.
- Distribuição das questões: Embora muitas disciplinas sejam comuns, Escrevente tem mais questões em Informática e Raciocínio Lógico, enquanto Oficial de Justiça concentra mais na área jurídica e inclui Direito Civil como matéria autônoma.





