PE deve manter concursos anuais na Segurança Pública, reforça Raquel Lyra em entrevista; foco é ampliar efetivo da PM
Governadora reafirma investimentos históricos, destaca resultados na redução da criminalidade e sinaliza novos concursos para Polícia Militar, Civil e Penal em 2026
A possibilidade de novos concursos na área de Segurança Pública em Pernambuco voltou a ganhar força após declaração da governadora Raquel Lyra (PSD), durante entrevista concedida no início de março à Rádio Nova Quilombo FM, no programa Microfone Aberto. Ao fazer um balanço da gestão, a chefe do Executivo estadual reforçou que a recomposição do efetivo será contínua, com destaque para a realização de concursos frequentes, especialmente para a Polícia Militar.
Logo no início da entrevista, ao comentar o cenário encontrado ao assumir o governo em 2023, Raquel destacou a defasagem histórica no número de servidores da segurança pública, consequência de anos sem reposição adequada.
“Saindo para a reforma, mas não haviam concursos para que essa tropa fosse reposta e que as fileiras pudessem estar a contento do que a segurança pública necessita no estado de Pernambuco”, afirmou.
Segundo ela, a ausência de reposição impactou diretamente a capacidade operacional das forças de segurança, tornando necessária uma política permanente de novos certames.
Panorama da segurança e resultados da gestão
Durante a entrevista, a governadora também apresentou dados recentes que, segundo ela, refletem os efeitos dos investimentos realizados desde o início do mandato. De acordo com Raquel Lyra, Pernambuco registrou resultados históricos na redução da criminalidade.
“Fechamos o mês de fevereiro como o melhor fevereiro da história em Pernambuco, na redução de homicídios, roubos e furtos, e o sexto melhor mês da série histórica desde 2004”, destacou.
Ela também mencionou que janeiro foi o segundo melhor da série histórica, indicando uma tendência de queda nos índices criminais.
Mesmo com os avanços, a governadora reconheceu que o estado ainda enfrenta desafios significativos.
“Pernambuco é um estado que ainda é violento, muito violento, e isso exige decisão, investimento e prioridade na segurança pública”, disse.
Nomeações, estrutura e recomposição do efetivo
Ao detalhar as ações do governo, Raquel Lyra destacou que mais de 3.500 profissionais já foram nomeados para as forças de segurança, incluindo policiais militares, civis e penais.
“Nós já nomeamos mais de 3.500. Nomeamos 1.200 policiais penais. Todos os aprovados em concurso foram chamados, como era nosso compromisso”, afirmou.
Além das nomeações, a governadora enfatizou os investimentos em estrutura, equipamentos e tecnologia. Segundo ela, mais de R$ 300 milhões foram aplicados na área, incluindo aquisição de viaturas, armamentos, drones e equipamentos para a Polícia Científica.
“Já compramos mais de 20 mil armas, viaturas novas, drones, equipamentos. Hoje a realidade é outra. Não existe mais viatura sendo empurrada ou polícia sem estrutura”, pontuou.
A fala também reforçou a necessidade de investimentos contínuos, não apenas em pessoal, mas também em inteligência e integração entre forças de segurança.
Concursos frequentes e foco na Polícia Militar
O ponto que mais chamou a atenção dos concurseiros foi a reafirmação de que Pernambuco deve manter um ciclo contínuo de concursos públicos para a segurança, evitando novos déficits no efetivo.
“Essa é a nossa nova relação com o concurso público para todas as áreas da segurança. Para que nunca mais a gente tenha mais gente se aposentando do que entrando”, declarou.
Embora a fala contemple todas as carreiras — como Polícia Civil, Polícia Penal, Corpo de Bombeiros e Polícia Científica —, o foco maior recai sobre a Polícia Militar, que historicamente concentra o maior número de servidores e enfrenta maior demanda operacional.
A estratégia do governo indica a realização de concursos anuais ou periódicos, especialmente em 2026, como forma de manter o equilíbrio entre saídas e entradas na corporação.
Outro ponto relevante destacado pela governadora foi que Pernambuco chegou a ter um efetivo semelhante ao de 1993, evidenciando a necessidade urgente de recomposição.
“Não dá para fazer segurança pública sem investimento. Tem que investir em gente, em estrutura e em inteligência”, reforçou.
Expectativa cresce para 2026 e momento é de preparação
A entrevista reforça um cenário já sinalizado anteriormente pelo governo: Pernambuco vive um ciclo consistente de fortalecimento da segurança pública, com planejamento voltado à recomposição do efetivo e melhoria das condições de trabalho.
Para quem sonha com uma vaga na Polícia Militar ou em outras forças de segurança do estado, o momento é considerado estratégico. A sinalização de concursos contínuos, aliada às nomeações já realizadas e aos investimentos estruturais, indica que novas oportunidades devem surgir já em 2026.
Com isso, cresce também a necessidade de preparação antecipada. Disciplinas como Direito Penal, Processo Penal, Legislação Especial, Direitos Humanos, além de etapas físicas e psicológicas, costumam compor os certames da área.
Diante desse cenário, o Focus Concursos se posiciona como aliado de quem quer conquistar uma vaga na segurança pública de Pernambuco, com um time qualificado e cursos direcionados especificamente para as carreiras policiais do estado.
A mensagem da governadora foi clara: o ciclo de concursos está ativo e deve continuar. Para quem deseja vestir a farda e atuar na proteção da sociedade, a oportunidade está no horizonte — e a preparação começa agora.



